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Histórico e Status

O projeto Sela Verde se iniciou com o objetivo de incentivar boas práticas de manejo, preservação ambiental e responsabilidade social em propriedades rurais criadoras de equinos.

A ideia foi concebida pelo Instituto Biotrópicos e Conservação Internacional Brasil, tendo como objetivo incentivar ideais de conservação da biodiversidade. A Associação Brasileira de Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador foi a primeira entidade a aderir, uma vez que, somando os seus sócios, alguns milhares de hectares poderiam ser ainda melhor manejados.

Contando com o apoio de alguns criadores da região Sul Mineira, estudos de biodiversidade foram realizados na época de 2007-2008, chegando-se a conclusão de que a criação de equinos pode ser realizada de maneira ambientalmente sustentável, somando as vantagens de possuir áreas preservadas na propriedade e a criação de cavalos. Vantagens como qualidade e quantidade de águas superficiais, manutenção de microclimas adequados a boas pastagens, além de vantagens visuais, ótimas para boas cavalgadas, o que é agradável aos amigos e potenciais clientes do cavalo.

Do incentivo à manutenção de áreas naturais preservadas percebeu-se que o respeito às regras sociais de trabalho não poderiam faltar, e desta maneira foram estabelecidas normas que respeitem regras internacionais, pensando também no mercado externo para a comercialização dos equinos de raças nacionais, criados e treinados dentro das melhores práticas conhecidas na equinocultura mundial.

Com importância similar aos outros, um terceiro pilar foi somado às ações do projeto Sela Verde: o bem estar animal. A diferença para outras normas internacionais de outras certificações é que este é o primeiro selo “Equino”. Importantes nomes do cavalo foram somados à iniciativa, inclusive com experiência em diversas raças e atividades equestres. As primeiras normas foram geradas durante a primeira reunião presencial, realizada em 2010, em Belo Horizonte.

Dali, seguindo regras de democracia e transparência, partiu-se para as consultas públicas, presencial e virtual, onde opiniões de criadores e interessados foram absorvidas, até o lançamento do Selo “Sela Verde”, inicialmente para a raça de equinos Mangalarga Marchador.

Após a construção da norma, deu-se início a formação de auditores que possam atender a demanda que será gerada pelo Selo.

O Selo encontra-se em fase de operação onde o Haras das 8 Virtudes, localizado no município de Amparo/SP, foi o primeiro criatório da raça Mangalarga Marchador a receber o Selo na Exposição Nacional de 2013 e será o centro de referência do projeto. O criatório já atuava em conformidade com a filosofia necessária para a certificação, portanto, será um exemplo aos futuros interessados no processo de adequação aos critérios necessários. Não menos importante, o Haras das 8 Virtudes firmou uma parceria com o Selo e será também o centro de treinamento para auditores e proprietários que queiram se certificar.

Atualmente, o Haras das Marias, criador da raça Campolina e localizado em Jarinu-SP, recebeu a equipe de técnicos para a pré-certificação. A propriedade já vinha se adequando em uma gestão moderna com recuperação de áreas degradadas, utilização de fossas sépticas, grandes áreas de reserva de mata atlântica, cuidado com o bem estar animal etc. Assim, o Haras das Marias recebeu a certificação em 2015, esse feito reforça o maior objetivo do Sela Verde, que é deixar um legado em prol do bem estar animal e da sustentabilidade socioambiental.

Em 2017, o Haras Grão Mogol, localizado em Grão Mogol/MG recebeu a certificação se tornando a terceira semente do projeto e a primeira do Estado de Minas Gerais.

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